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Lixo zero – Você tem feito sua parte?!!

Muito mais que separar e descartar corretamente o Lixo é criar uma consciência mais sustentável

Muito tem se debatido sobre os problemas causados pelos resíduos sólidos gerados nas grandes cidades Brasileiras. A estatística mostra que cada brasileiro produz em média 379 kg de lixo/ano, multiplicando pela população brasileira, são mais de 76 milhões de toneladas/ano, e essa quantidade vem aumentando a cada ano.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a geração de lixo aumentou 29% de 2003 a 2014, mas a destinação correta, no entanto, não acompanhou o crescimento da geração de lixo.

O volume de lixo plástico (sacolas, talheres, canudos, copos) presente nos oceanos atualmente é tão grande que, segundos cálculos, há aproximadamente 5,2 trilhões de resíduos deste material boiando pelos mares.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10), em vigor há 7 anos, foi criada para tornar a gestão dos resíduos mais eficiente reunindo princípios, objetivos, instrumentos e diretrizes para esta gestão.

Os principais objetivos da lei são a não-geração, redução, reutilização e tratamento de resíduos sólidos; a destinação final ambientalmente adequada dos rejeitos; a diminuição do uso dos recursos naturais (água e energia, por exemplo) no processo de produção de novos produtos; a intensificação de ações de educação ambiental; o aumento da reciclagem no país; a promoção da inclusão social e a geração de emprego e renda para catadores de materiais recicláveis.

De acordo com o portal do Ministério do Meio Ambiente, essa política “prevê a prevenção e a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos (aquilo que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reaproveitado) e a destinação ambientalmente adequada dos rejeitos (aquilo que não pode ser reciclado ou reutilizado).”

Muito se fala em reciclagem, mas apesar das constantes campanhas de conscientização, de acordo com pesquisa recente do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o Brasil recicla somente 13% de seus resíduos sólidos produzidos, apesar de 30% a 40% do lixo produzido diariamente ser considerado passível de reaproveitamento e reciclagem.

A situação evidencia a urgência em se criar soluções para produzir menos lixo, ou em caso disso não ser possível, adotar práticas de conscientização ambiental para selecioná-lo e descartá-lo de modo correto. O consumo consciente é a principal forma de se atender a esses objetivos. Refletir, repensar se é realmente necessário adquirir um produto, se é realmente necessário comprar frutas e verduras em embalagem com isopor ou plástico, tomar café em copo descartável, comprar produtos industrializados, quando se pode comprar produtos naturais sem embalagens.  Refletir em quanto lixo desnecessário geramos sem perceber, em uma compra, em uma ida ao supermercado, padaria ou fruteira, principalmente devido ao consumo excessivo de produtos com embalagens descartáveis.

Internacionalmente são chamadas de “lixo zero” todas as ações que têm como objetivo reduzir a geração de lixo. O mandamento dos R’s do Conceito Lixo Zero: Repensar e acabar com a ideia que resíduos são sujos. Não descartar no lixo comum ou misturar materiais que poderiam ser reciclados; Reduzir gerando o mínimo possível de lixo, seja por meio da minimização da fonte ou por meio da redução do desperdício; Reutilizar os objetos e materiais que podem ser utilizados de outra maneira antes de serem encaminhados para a reciclagem ou descarte final; Reciclar e aproveitar a matéria prima do resíduo para fabricar o mesmo ou outro tipo de produto, sem encaminhá-lo para aterros. Lave as embalagens e separe corretamente.

A produção do lixo zero é um desafio que começa na educação, na construção coletiva do consumo consciente, de repensar atitudes e pensamentos, adotando novos hábitos de consumo e descarte dos resíduos.

O princípio de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, instituído pelo PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos) abrange além dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, os consumidores.

Isso mesmo, nós consumidores temos responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. Repensar nossos hábitos e escolher produtos que gerem menos resíduos é o primeiro passo. Optar por produtos não embalados, produtos a granel, ou produtos que venham em embalagens de vidro, em vez de plástico e isopor, comprar menos evitando o desperdício de alimentos, comprar produtos que possuam embalagens reutilizáveis e que possuam refil, carregar sempre consigo as ecobags ao fazer compras no supermercado e dispensar as sacolinhas plásticas são consideradas atitudes sustentáveis. O mercado está cheio de opões de produtos mais sustentáveis e eco-friendly.

É possível também reduzir o lixo no momento das compras, deixando a embalagem nas lojas, como por exemplo as caixas de papelão que acompanham os sapatos, ou acondicionando e transportando os produtos em nossas bolsas, mochilas ou pastas, como por exemplo na compra de itens pequenos como pilhas, remédios, garrafas d’água, lanches e barras de alimentos industrializados, evitando assim o uso de sacolas plásticas.

No trabalho é possível economizar em copos descartáveis utilizando produtos reutilizáveis como copos de vidro ou canecas, toda vez que for tomar água ou café.

Grande parte das mudanças sociais começam por nós mesmos.
Fique atento e gere menos lixo!!!

 

Silvania Guindani
Engenheira Agronoma - TSBE

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